Juíza coloca bens de Silval à disposição do Estado

Por Carol Sanford/Repórter MT 15/07/2017 - 09:12 hs

Foto: Reprodução

A juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, revelou nesta sexta-feira (14) que os bens do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) disponibilizados à Justiça como fiança para obter o benefício da prisão domiciliar foram oferecidos ao Governo do Estado.

Segundo ela, dois terrenos, um em Cuiabá e outro no município de Sorriso (398 km da Capital) estão sob análise do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

“Eu informei ao secretário de Gestão, Júlio Modesto, que os dois terrenos estão à disposição do Estado e o Intermat está analisando se valem a pena”, disse ela, em entrevista à Rádio Capital FM.

O avião Sêneca, prefixo PT- VRX, modelo EMB-810D, também foi oferecido para a Secretaria de Segurança Pública (Sesp). A magistrada informou aguardar uma posição do secretário Rogers Jarbas sobre a definição da aeronave.

“O Estado está avaliando se pega os bens ou se prefere o dinheiro. Mas, a intenção de oferecer os bens é, justamente, evitar o leilão judicial”, pontuou a juíza.

Antes de deixar a cadeia, o ex-governador confessou à Justiça ter praticado os crimes investigados nas várias fases da Operação Sodoma, da Delegacia Fazendária, e entregou como garantia uma aeronave, fazendas, além de outros imóveis que juntos somam quase R$ 47 milhões.

Segundo a juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o ex-governador autorizou a alienação de um lote urbano localizado no município de Sinop avaliado em R$ 860 mil, duas Fazenda - denominadas Serra Dourada1 e 2 - localizadas no município de Peixoto de Azevedo, nos valores de R$ 4 milhões e 33 milhões, respectivamente.

Silval também entregou a Fazenda Lagoa Dourada 1 avaliada em mais de R$ 10 milhões, aeronave prefixo PT- VRX, modelo EMB-810D, no valor de R$ 900 mil e um imóvel localizado em Cuiabá, avaliado em R$ 1 milhão.

Mudança de postura

Selma explicou ter acatado o pedido de conversão da prisão preventiva de Silval em domiciliar porque houve mudança de conduta processual.

“As pessoas que estão em liberdade ou em prisão domiciliar obtiveram o benefício porque mudaram a atitude no processo. Inicialmente, havia uma resistência muito grande, principalmente da parte do ex-governador. Mas quando ele resolveu confessar os crimes e ressarcir o erário público pelos delitos fez a diferença”, afirmou a magistrada.