Alunos do Nova Barra perecem num calor de quase 40 graus

Por Da Redação 11/10/2017 - 17:54 hs

Foto: Semana7
Alunos do Nova Barra perecem num calor de quase 40 graus
Parte interna da Escola Municipal Helena Esteves

A Escola Municipal Helena Esteves, reformada e entregue à comunidade no final de 2016, enfrenta um grave de problema de energia, o que impossibilita que as salas de aula sejam climatizadas, (com ar condicionado), obrigando desse modo que as crianças e professores sejam submetidos a um calor de quase 40 graus e que motivou o vereador Julio Cesar (PSDB) a bater na porta do Ministério Público onde fez uma denúncia pedindo providências, enquanto o líder do prefeito na Câmara, Murilo Valoes (PRB) não atendeu nossa ligações. 

A equipe de reportagem esteve na escola e comprovou que tanto crianças como professores passam por momentos difíceis. Com os ares condicionados só de enfeite, há um complicador que muitas salas de aula não possuem sequer um ventilador para amenizar o calor, “não tem como ministrar uma boa aula com a sensação térmica que estamos passando, pelo amor Deus nos ajude”, disse uma professora que pediu para que não citasse sem nome.

Outra professora afirmou que crianças já chegaram a passam mal com dores de cabeça, assim como sangramento pelo nariz, sintomas típicos neste período de estiagem onde a temperatura média oscila próximo aos 40 graus, sem contar a sensação térmica que ultrapassa esse digito.

Esta semana a temperatura em Barra do Garças chegou a ser insuportável, conforme disse algumas pessoas entrevistadas pela reportagem deste portal.  “Tenho duas crianças que estudam aqui, uma na primeira, e outra segunda séries. Estranho o comportamento delas quando estão de saída para a escola. O que acontece aqui é um horror”, afirmou uma mãe que por medo de represália preferiu omitir seu nome.

SOLUÇÃO

A reportagem procurou o secretário municipal de Educação, Alberico Rocha Lima, para dar sua versão, mas o titular da pasta se encontra em viagem para tratamento de saúde, segundo informações. 

O coordenador de Recursos Humanos (RH), da Educação, Heleno Vieira, informou que o problema não está na parte interna daquela escola e sim rede elétrica que é de responsabilidade da concessionária Energisa. Heleno disse que é necessário substituir um transformado na fiação próxima à escola. Segundo ele, aquela empresa teria estipulado o prazo mínimo de duzentos dias, mais de seis meses para solucionar o problema que deveria ser feito em regime de urgência por se tratar do bem-estar de crianças e de uma escola da rede pública do município.