AGRONEGÓCIO Terça-feira, 28 de Novembro de 2023, 07:35 - A | A

28 de Novembro de 2023, 07h:35 - A | A

AGRONEGÓCIO / AUDIÊNCIA PÚBLICA

Agro considera Moratória da Soja como trava para enfraquecer o setor no Brasil

Para representantes do setor, medida tem cunho econômico para enfraquecer agro brasileiro

da Rd News



Em audiência pública para debater a "Moratória da Soja e da Carne", produtores, empresários, políticos e representantes de entidades do setor, nesta segunda-feira (27), avaliaram que a medida não possui qualquer interesse em proteger o meio ambiente, mas sim, colocar uma "trava" no crescimento brasileiro, que hoje, tem forte pujança por meio da produção agrícola. A reunião foi proposta pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL).

A moratória imposta pelas grandes signatárias, responsáveis por intermediarem as vendas brasileiras à União Européia, rejeita negociar produções oriundas de áreas desmatadas a partir de 2008, mesmo que estejam dentro do limite permitido pela legislação brasileira.

De acordo com deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), a eficiência brasileira e do produtor mato-grossense atraem imposições para impedirem o crescimento do país, sem interesse real de preservar o meio ambiente.

"Esse problema foi causado pela eficiência do nosso produtor. Essa eficiência tão boa que trouxe uma certa preocupação ao mundo, que sempre estão de olho no mercado. Não é o meio ambiente. Quem produz com 20% não está agredindo o meio ambiente. Quem tem 80% de área preservada, não pode falar que está agredindo o meio ambiente para produzir com eficiência. Então, eficiência, competência e vontade, trouxe essas consequências ao estado de Mato Grosso", avaliou Moretto.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja - Brasil), Antônio Galvan, reforçou a tese de Moretto quanto à existência de conflitos econômicos, por parte da União Europeia.

"Todos os estados [serão afetados]. Não vai achar que é um assunto exclusivo de Mato Grosso, como presidente da Aprosoja Brasil, todos os estados que fazem parte da Amazônia [...] A gente sabe que esse assunto é único e exclusivo, [de interesse] econômico".

Na semana passada, entidades do agro e prefeitos de quase 100 municípios do Estado foram ao encontro do governador Mauro Mendes (União Brasil) solicitando medidas para impedir a moratória. Eles sugeriram a possibilidade de cortar incentivos fiscais às empresas signatárias, responsáveis por intermediarem a exportação.

No Brasil, é permitido o desmatamento de até 20% das áreas totais de determinada propriedade situada no bioma amazônico e 65% do bioma do Cerrado. Pela moratória, ainda que o propritário não tenha atingido esse percentual disponível, ele não poderá avançar no desmatamento legal se quiser fornecer às empresas signatárias.

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