Profissionais da educação de Pontal do Araguaia fazem paralisação para cobrar revisão salarial

Cerca de 500 alunos devem ficar sem aula por causa do movimento grevista. Profissionais também cobram melhores condições de trabalho.

Por Lucas Iglesias/Centro America FM 05/12/2018 - 11:43 hs

Foto: Reprodução
Profissionais da educação de Pontal do Araguaia fazem paralisação para cobrar revisão salarial
Uma reunião com o prefeito Gerson deve ser realizada para decidir quais medidas serão tomadas

Os profissionais da rede municipal de ensino de Pontal do Araguaia, a 518 km de Cuiabá, iniciaram uma paralisação, nesta quarta-feira (5), para cobrar revisão do piso salarial e melhores condições de trabalho. Cerca de 500 alunos devem ficar sem aula por causa do movimento.

A secretária de educação do município, Elismar Nogueira, informou que uma reunião será realizada na manhã desta quarta-feira (5), com o prefeito Gerson Rosa (PSDB), para decidir quais medidas serão tomadas.

De acordo com a técnica administrativa Regiane Evangelista Galvão, que faz parte da comissão de negociação com a prefeitura, as negociações tiveram início no mês de março.

“Estamos desde março fazendo reuniões e não tivemos avanço. Entre as reivindicações da categoria está a atualização do piso salarial. Estamos desde 2016 sem qualquer correção salarial”, disse.

Ela explicou que o telhado das escolas estão danificados, além das janelas estarem quebradas e o ar-condicionado não funcionar.

O ano letivo da rede municipal de ensino está previsto para terminar no dia 21 de mês. Devido a paralisação, mais de 500 estudantes poderão concluir o ano letivo de 2018, apenas no próximo ano.

Os funcionários se reuniram com os pais dos estudantes na terça-feira (4) para abordar os motivos da paralisação. Além das férias vencidas, os profissionais pedem a atualização do piso salarial e melhores condições de trabalho.

“Infelizmente são mais de 500 alunos que vão ser prejudicados. Fizemos uma denúncia no Ministério Público, e a categoria não encontrou outro meio para reivindicar os seus direitos”, afirmou.