Mendes: há funcionário que ''serve cafezinho'' ganhando R$ 13 mil

Governo do Estado fará uma auditoria na folha de pagamento para encontrar irregularidades

Por Camila Ribeiro/Mídia News 09/01/2019 - 14:38 hs

Foto: Reprodução
Mendes: há funcionário que ''serve cafezinho'' ganhando R$ 13 mil
O governador Mauro Mendes, que determinou auditoria na folha

O governador Mauro Mendes (DEM) demonstrou perplexidade ao tomar conhecimento de remunerações de alguns servidores públicos do Estado, na folha de pagamento relativa ao mês de dezembro.

 

O democrata constatou, por exemplo, que uma pessoa contratada como “serviços gerais” recebeu mais de R$ 13 mil no último mês, além de um motorista com salário superior a R$ 15 mil.

 

“Pra ter ideia, encontrei coisas como um funcionário público que é motorista da Empaer ganhando R$ 15 mil. Encontramos lá pessoas que fazem serviços gerais, servindo cafezinho, ganhando R$ 13,2 mil. Um técnico de nível médio ganhando R$ 17,6 mil”, disse Mendes.


A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (8), em entrevista à Rádio Centro América FM.

 

“São pessoas que desempenham atividades importantes, mas os salários não são condizentes. Na realidade hoje, um técnico de nível médio, por exemplo, ganha no mercado de R$ 3 mil a R$ 4 mil. Serviços gerais ganha R$ 13 mil? Não! É muito menos”, afirmou.

 

Dados revelados pelo MidiaNews na segunda (7), apontam que o pagamento de remunerações vultosas para um grupo seleto de servidores públicos, na folha de dezembro, irá causar um impacto de R$ 48 milhões aos cofres do Estado.

 

Durante a entrevista nesta manhã, Mendes reiterou ter determinado a realização de uma auditoria, a fim de verificar o que motivou o pagamento de supersalários a essa parcela de servidores.

 

“Ontem pedi uma auditoria na folha de dezembro. Alguns salários superam R$ 100 mil. Tem gente com R$ 120 mil, de remuneração. Oras bolas, num momento de crise, de dificuldade...”.

 

“Se o servidor tem direito, tudo bem. Mas deveria ser pago de forma parcelada, para não onerar tanto, não pesar tanto a folha do mês e ficar sem dinheiro pra pagar todo mundo”, acrescentou o governador.