Mendes cita dívida de R$ 3,9 bilhões e pede crédito de confiança

O governador encaminhou Projetos de Lei à Assembleia Legislativa visando equilíbrio de contas

Por Mídia News 12/01/2019 - 11:13 hs

Foto: Reprodução
Mendes cita dívida de R$ 3,9 bilhões e pede crédito de confiança
Governador Mauro Mendes afirma que há R$3,9 bilhões de restos a pagar no Estado

O governador Mauro Mendes (DEM) emitiu um comunicado, na noite de sexta-feira (11), pedindo crédito de confiança aos fornecedores e prestadores de serviço de vários segmentos de Mato Grosso que estão sem receber.

 

Conforme o governador, o Estado tem um débito de R$ 3,9 bilhões de restos a pagar a essas empresas.

 

“Estamos tratando a situação com a seriedade que ela merece e há apenas uma forma que conhecemos para equacionar tudo isso: é colocar Deus na frente e trabalhar. Contamos com a parceria e que depositem um crédito de confiança em nosso trabalho”, disse em comunicado.


A falta de pagamento atingiu, na semana passada, os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que ameaçaram se demitirem.

 

Para equacionar a dívida, tanto com o Samu, quanto com outras empresas, Mauro encaminhou a Assembleia Legislativa Projetos de Lei que, segundo ele, darão condições financeiras ao Governo para quitar os débitos. 

 

Entre elas está o novo Fethab, a reforma administrativa e uma versão estadual da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

“Todas essas medidas visam o reequilíbrio financeiro do Estado, com a contribuição de todos os setores da sociedade. Nossa expectativa é que, se tudo for aprovado na Assembleia, possamos dar início ao processo de reorganização das contas públicas, com a entrada de mais recursos financeiros nos cofres do Estado e a diminuição dos gastos públicos”, disse.

 

“Os restos a pagar estão acima da capacidade econômica atual e, por isso, tomamos medidas drásticas e aguardamos a aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso”, acrescentou.

 

Os deputados devem apreciar as matérias do novo chefe do Executivo ainda neste mês. O objetivo de Mendes é que as medidas passem a valer em fevereiro. 

 

Veja a nota na íntegra: 

 

Assumimos o Governo no último dia primeiro de janeiro em uma situação financeira que todos os fornecedores de Mato Grosso conhecem. Com restos a pagar na ordem de R$ 3,9 bilhões.

 

Os números se tornaram públicos na última semana, após darmos transparência ao cenário econômico e de gestão que encontramos no Estado.

 

São empresas e prestadores de serviço dos mais variados segmentos, que mantêm toda a estrutura do Estado em pleno funcionamento. Desde serviços básicos e importantes como limpeza, alimentação e fornecimento de material de expediente, a compra de medicamentos, locação de viaturas e prestação de serviços médicos e hospitalares.

 

Os restos a pagar estão acima da capacidade econômica atual e, por isso, tomamos medidas drásticas e aguardamos a aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. 

 

Entre as medidas estão o corte no número de cargos comissionados, de gratificação e contratados; a redução de 24 para 15 no número de secretarias e a extinção de seis empresas públicas; a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que estabelece normas de finanças públicas que propiciarão a contenção do déficit financeiro, reequilíbrio entre receitas e despesas e recuperação da capacidade de investimento público; estamos propondo também o aumento na contribuição do setor do Agronegócio, com o Novo Fethab, bem como outros ajustes na Tributação para a elevação da receita. Iremos implementar um gigantesco programa de combate à sonegação fiscal.

 

Todas essas medidas visam o reequilíbrio financeiro do Estado, com a contribuição de todos os setores da sociedade. Nossa expectativa é que, se tudo for aprovado na Assembleia, possamos dar início ao processo de reorganização das contas públicas, com a entrada de mais recursos financeiros nos cofres do Estado e a diminuição dos gastos públicos.

 

Com essas ações acima, queremos demonstrar aos senhores que estamos trabalhando para criar todas as condições necessárias para estancar o crescimento dos restos a pagar e dar início ao processo de quitação dos débitos, para que a população não sofra com a interrupção dos serviços públicos. 

 

Estamos tratando a situação com a seriedade que ela merece e há apenas uma forma que conhecemos para equacionar tudo isso: é colocar Deus na frente e trabalhar. 

 

Contamos com a parceria e que depositem um crédito de confiança em nosso trabalho.

 

Mauro Mendes