Intervenção Social: comunicação e educação

Por Thompson Magalhães Ferreira 11/02/2019 - 14:25 hs

Foto: Reprodução

RESUMO

As novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) estão causando profundas transformações socioculturais de tal forma que, face ao cenário global de concentração e exclusão, é vital que tanto elas quanto as oportunidades que criam possam ser usadas para reduzir o fosso entre o "incluído" e o "excluído" para que todos possam ter acesso ao crescimento e ao desenvolvimento sustentáveis.

A democratização das tecnologias exige, portanto, uma atenção cuidadosa dos governos e especialmente das suas áreas educacionais. Mesmo que a grande maioria dos países enfrente ações para integrá-los à vida escolar, é um processo complexo, especialmente quando se percebe a quantidade de incógnitas em torno deste tópico.

Nesse contexto, tem que haver uma preparação de um referêncial para a definição de políticas que promovam a integração das tecnologias nas práticas escolares. Embora as ações atuais visem fortalecer o nível médio temos que imediatamente entender esta cobertura ao ensino básico, uma vez que se entende que a consecução dos objetivos requer ação sobre as condições de desigualdade educacional existente no nível anterior de escolaridade. Portanto, para fornecer uma série de recomendações que orientam uma política de integração de tecnologia no sistema educacional brasileiro.

Embora a diversidade das experiências seja alta, a tendência nos últimos anos tem sido maior interferência do Estado na concepção e implementação de ações tendentes à integração de novas tecnologias nas instituições escolares. Na medida em que se entenda que as tecnologias são uma exigência da sociedade de hoje e como tal deve ser um compromisso prioritário da política educacional, o papel pró-ativo dos Estados é destacado. Isto é expresso na concepção de programas e escritórios nacionais para a implementação e direção dessas ações. Mesmo assim, também é claro que para conseguir isso com sucesso, ele não atinge um foco setorial. Entrar massivamente nessas ações exige envolver o mais alto nível de governo em busca de um objetivo de cidadania eletrônica, o que implica o trabalho convergente de diferentes áreas do governo. Do mesmo modo, o Estado deve resolver a tensão entre uma política nacional de igualdade de oportunidades com a atenção adequada de todos os cidadãos. Outro fator crítico nessas políticas é dado pela participação do setor privado, que nesta área adquire características particulares e é apresentado em muitos casos extremamente proativo em relação ao campo educacional. Assim, o Estado se encontra em necessidade de se apresentar como um árbitro desses complexos processos de negociação.

O portfólio de educação tem, no entanto, tarefas específicas a favor de uma política de tecnologia. Em relação à melhoria da qualidade da educação, as avaliações dos programas pesquisados ​​indicam que o desafio permanece na proposta pedagógica para que as ações de integração na sala de aula sejam enquadradas nos processos de inovação.

Palavras chave: comunicação, educação, educomunicação, tecnologias. 


[1] Pós-graduando do Curso de Mestrado em Educação pela UNIGRAN – Cidade 


INTRODUÇÃO               

Em todo o mundo, as novas Tecnologias de Informação e Comunicação estão dando origem a profundas transformações socioculturais que afetam sociedades e seus governos, bem como suas indústrias, suas comunidades e seus indivíduos. Diante do cenário global de concentração e exclusão, é vital que essas novas tecnologias e as oportunidades que criam possam ser usadas para reduzir o fosso entre o "incluído" e o "excluído" para que todos possam ter acesso ao crescimento e desenvolvimento sustentável.

A importância da informação e das comunicações, a velocidade e a volatilidade das mudanças e a falta de consenso quanto ao seu impacto exigem uma atenção minuciosa dos governos e, em particular, das suas áreas educacionais. Isso tem uma conotação muito especial quando você percebe a quantidade de desconhecidos em torno deste tópico. Os estudos acadêmicos de experiências passadas podem fornecer alguns vestígios para ações futuras, mas as oportunidades abertas pela "revolução de informações" são tão novas e, em muitos casos, tão pouco testadas, que tem a sensação de que o passado nem sempre é o melhor guia para o futuro.

Algumas questões relacionadas à tecnologia parecem ser verdadeiras. A lei de Gordon Moore que o poder dos computadores duplica a cada 18-24 meses permanece verdadeira após 25 anos. O número de computadores, conexões de internet e canais de televisão está crescendo constantemente. Mas a natureza, o conteúdo, o custo e o impacto destas tecnologias não podem ser facilmente previstos. Por exemplo, embora o uso da Internet esteja crescendo dramaticamente hoje, seu futuro não é claro (Kelburn Meeting, 1997).

Para enfrentar adequadamente este desafio, precisamos entender a natureza exata dos desafios que apresentam-se para as sociedades existentes atualmente. Precisamos, acima de tudo, imaginar como essas tecnologias são desenvolvidas não só em sociedades urbanas ricas, mas em todas as sociedades, em todos os países e para todos os setores. Essas tecnologias podem ajudar a reduzir as lacunas atuais? Ou os aumentarão infalivelmente pela fragmentação de países, regiões e pessoas? Hoje, os desenvolvimentos no Norte são muito mais rápidos do que no Sul. Isso é inevitável? Os governos não conseguem se manter contra esta realidade. É necessário tomar decisões hoje para afetar os cenários do futuro e preparar as sociedades para sua plena inclusão na sociedade da informação.

Um papel particular cabe para a área do governo responsável pela educação. O Estado em geral e as áreas de educação em particular podem ser indiferentes e reativas ou pró-ativas neste assunto e essa atitude dependerá, em grande medida, da possibilidade de a sociedade aumentar suas possibilidades de inclusão na Sociedade da Informação.

Embora o assunto seja relativamente novo, apenas 25 anos, existe uma profunda preocupação com o que tudo isso significará no futuro e como as tendências do mundo são delineadas, devemos apresentar debates, ações e estratégias implementados em diferentes países e regiões do mundo em termos de política educacional. No que diz respeito a este último, é entendido aqui pelas Tecnologias de Informação e Comunicação para o conjunto convergente de tecnologias, especialmente computação e telecomunicações, que utilizam uma linguagem digital para produzir, armazenar, processar e comunicar uma grande quantidade de informações em períodos de tempo muito curtos.(Castells, 1997).

Vale ressaltar que, embora as entidades internacionais se esforcem para coletar experiências e pesquisas realizadas em países de baixa e média renda, a maioria das evidências apresentadas é baseada em fontes quase exclusivas de países de alta renda, que desde a década dos 90 fizeram investimentos pesados ​​nesse sentido. Isso não significa que os países de baixa e média renda possam aproveitar essas experiências e explorar os benefícios reais que foram obtidos, os cenários potenciais que estão por vir e as principais dificuldades encontradas durante sua implementação.

Embora haja uma grande diversidade de experiências, a tendência nos últimos anos tem sido maior interferência do Estado na concepção e implementação de ações tendentes à integração das tecnologias nas instituições escolares. Isto é expresso na concepção de programas e escritórios nacionais para a implementação e direção dessas ações.

  

TENDÊNCIAS E DEBATES NA INTEGRAÇÃO DA TECNOLOGIA E O SISTEMA EDUCACIONAL

 

O PROBLEMA DA INTERSETORIALIDADE

O mundo da tecnologia ultrapassa o mundo da educação e, em muitos casos, seu uso e difusão ocorrem em paralelo com a vida escolar.

A política educacional usando as tecnologias fazem parte de um campo maior que envolve os cidadãos e o mundo do trabalho e está condicionado pelo desenvolvimento e acesso da população às telecomunicações. É por isso que as ações desenvolvidas no sistema educacional geralmente envolvem profissionais de outras áreas, públicas e privadas, para que as linhas de ação política desenvolvidas por uma área do Estado tenham uma influência direta sobre aqueles que se propõem desenvolver área educacional. Isso pode acontecer de fato ou pode ser o resultado da articulação intersetorial e, portanto, de um planejamento conjunto das ações.

Diante de um primeiro olhar de ilusão generalizada, duas décadas de estudos já concluíram que o conhecimento e a possibilidade de usar essas tecnologias são, sem dúvida, parte do conjunto de competências necessárias para participar ativamente da sociedade de hoje, mas isso não significa necessariamente que eles adicionem mais possibilidades para uma aprendizagem significativa. Isso não significa que eles aparecem como uma boa alternativa para a expansão, especialmente nos países de renda média, onde o progresso foi feito na resolução da cobertura nas notas mais baixas, mas não inclui a escolaridade nas partes mais altas da economia. Educação básica. Essas tecnologias representam a possibilidade de expandir o acesso para populações remotas ao mesmo tempo que dá inclusão para estas pessoas.

 

MOMENTOS NA INCORPORAÇÃO DE TIC NAS ESCOLAS

As políticas para inclusão de novas tecnologias nas escolas apresentaram problemas em todos os países por diversas razões. Uma das mais importantes tem a ver com a forma particular que caracteriza o desenvolvimento dessas tecnologias em nossas sociedades, especificamente a vertiginosa no qual o novo se torna antigo. Este é um dos principais problemas que a política em geral e a educação em particular devem enfrentar, dado o lento ritmo de mudança que caracteriza as estruturas educacionais.

A história do desenvolvimento de novas tecnologias de informação e comunicação começa muito antes de os computadores serem utilizados no mercado interno, mas no campo da educação prevalece popular no início dos anos 80 quando o preço dos microprocessadores possibilita o mercado interno. A história da incorporação dessas tecnologias no ensino pode ser rastreada em máquinas de ensino (Skinner, 1979) e Ensino Assistido por Computador

Apesar da sua curta história, uma série de momentos no desenvolvimento e no acesso a essas novas tecnologias são reconhecidas. A vertiginosidade das mudanças determina que estes não são estágios superados, mas momentos diferenciáveis, mas que coexistem.

Para a determinação desses momentos, foram levados em consideração os seguintes elementos:

- o desenvolvimento da tecnologia;

- seu uso na escola;

- debates devidamente didáticos e pedagógicos; e

- O curso da política educacional neste material, com base no qual é possível identificar quatro momentos importantes no desenvolvimento das tecnologias e seus modos de integração e uso no sistema educacional.

Embora os autores tenham datado os primeiros usos do computador nos anos sessenta, a opinião geral é que seu uso era muito isolado e, de modo algum, era uma questão de política educacional, para a qual também há consenso quanto ao início da inclusão de computadores em sistemas educacionais data da década dos 80. Os momentos sucessivos são os seguintes:

Apesar da sua curta história, uma série de momentos no desenvolvimento e no acesso a essas novas tecnologias são reconhecidas. A vertiginosidade das mudanças determina que estes não são estágios superados, mas momentos diferenciáveis, mas que coexistem.

Para a determinação desses momentos, os seguintes elementos foram levados em consideração:

i. o desenvolvimento da tecnologia;

ii. seu uso na escola;

iii. debates devidamente didáticos e pedagógicos; e

O curso da política educacional neste material, com base no qual é possível identificar quatro momentos importantes no desenvolvimento das TIC e suas implicações de integração e uso no sistema educacional.

Embora os autores datem dos primeiros usos do computador nos anos sessenta, a opinião geral é que seu uso foi muito isolado e, de modo algum, era uma questão de política educacional, para a qual também há consenso quanto ao início da inclusão de computadores em sistemas educacionais data da década dos 80. Os momentos sucessivos são os seguintes:

a | MOMENTO PRE-PC: PROGRAMAÇÃO E LOGOTIPO

Na década de 80, há a aparência e a massa dos chamados computadores pessoais. Antes dessa década, a ciência da computação raramente entrava nas escolas. Neste momento inicial, seu uso é pensado vinculado ao ensino de programação. O computador é avaliado como um motivador da aprendizagem e o design e uso de jogos didáticos é propagado. É neste momento que Saymour Papert no MIT desenvolve o Logo que se tornaria o programa informático mais conhecido na escola.

b | MOMENTO DO COMPUTADOR: PC ESTÁ COMO ESCOLAR

O desenvolvimento de PCs, no final dos anos 80 e início dos anos 90, permitiu uma rápida expansão dos computadores nos campos de trabalho, primeiro e doméstico, depois. A incorporação do computador no mundo do trabalho gerou uma demanda rápida não só de especialistas em sistemas, mas de usuários competentes. Isso abriu um campo de necessidades relacionadas ao treinamento de trabalho e chamou a atenção dos governos para a importância de sua incorporação no sistema educacional.

De acordo com Brunner (2000), este momento corresponde à inclusão de TIC que reforça o modelo pedagógico tradicional com salas de laboratório de informática isoladas do trabalho em sala de aula. As TIC aparecem ao serviço da pedagogia frontal como uma extensão do professor. O computador ou material informático está incluído nos projetos curriculares.

c | MOMENTO DAS TIC: INTERNET NA ESCOLA

O terceiro momento está ligado à integração das tecnologias da informação e das telecomunicações, o que produz uma revolução qualitativa neste campo. As possibilidades de conexão e acesso à Internet são essenciais para esta etapa.

Isso abre um novo campo de possibilidades de ensino e aprendizagem. As possibilidades de acesso à informação, enciclopédias, bibliotecas e até participação coletiva em trabalhos colaborativos criam um novo cenário para o desenvolvimento da educação. É quando as propostas de redes de sala de aula, salas de aula irmãs, projetos colaborativos entre escolas e projetos educacionais além da instituição escolar, como a produção de enciclopédias e coleções digitais (Wikipedia) começam a se desenvolver..

 

INCLUSÃO E INOVAÇÃO EDUCACIONAL

A necessidade de incluir as novas tecnologias na realidade do sistema educacional como uma ferramenta que apóie tanto a aprendizagem dos alunos como dos professores, bem como a melhoria da eficiência da gestão das instituições e da sistema educacional em geral. Mas essa deve ser uma oportunidade para produzir mudanças profundas.

Cultura institucional e inovação O choque cultural envolvido na inclusão das TIC não é apenas expresso no nível escolar. Também ocorre em contextos instituições dos estados latino-americanos, sobretudo por causa da natureza vertiginosa do desenvolvimento das TIC que exige decisões permanentes e rápidas e a burocratização e inflexibilidade das estruturas estatais. Para o sucesso dessas estratégias, é importante, em todos os casos, levar em consideração que são ações que atuam e devem atuar sobre as culturas institucionais e os assuntos que já foram afetados pelas TIC, mas, como em muitas outras áreas da sociedade , de forma desigual.

Portanto, a integração das TIC na educação deve ser pensada no campo mais geral da inovação institucional. A questão não consiste em ser a favor ou contra as TIC, mas no que e o que será feito com elas na educação.

O desafio da generalização um ponto não menos importante é a necessidade de generalizar essa ferramenta. Na grande maioria das regiões, a incorporação de TIC nas escolas ainda não é enorme. As dificuldades de generalização são de dois tipos. Por um lado, existe uma restrição orçamentária que dificulta a oferta maciça de equipamentos e sua atualização permanente; Por outro lado, há uma restrição cultural, a que já foi feita referência, que é diferencialmente distribuída de acordo com a aceitação dessas tecnologias no resto da sociedade.

Muitos dos programas oficiais desenvolvem as ações de forma gradual. No entanto, quando esta fase é realizada no âmbito de um programa nacional, existe uma visão geral que evita a sobreposição e desarticulação das ações, bem como uma melhor utilização dos fundos públicos. Quando as ações são desenvolvidas de forma articulada, a avaliação também é possível, bem como a capitalização da experiência e sua sustentabilidade ao longo do tempo.

 

NÍVEIS DE INTEGRAÇÃO DAS TIC NA EDUCAÇÃO E POSSÍVEIS CENÁRIOS

A integração das TIC na instituição escolar foi, é e provavelmente continuará sendo, motivo de debate e design de diferetes cenários, alguns dos quais hoje podem parecer ficção científica. Trata-se de chegar ao quarto momento ("Olhando para o futuro"), no qual as TIC têm um lugar de alavanca para um novo paradigma pedagógico.

A presença de computadores na sala de aula não pode simplesmente representar outro recurso. De acordo com inúmeras experiências monitoradas por especialistas, elas devem implicar mudanças nas formas de ensino e aprendizagem. Moersch (2002) identificou oito níveis de implementação de TIC na sala de aula, desde o não uso até o uso refinado de tecnologias, onde não há distinção entre ensino e tecnologia (percebida como processos, produtos e / ou ferramentas). A transição de um nível para o outro não se deve à incorporação de desenvolvimentos tecnológicos novos e mais sofisticados, mas devido a questões pedagógicas. Nos dois primeiros níveis, Consciência e Exploração, são apenas os primeiros passos, uma vez que é o professor que guia e seqüencia o momento e o porquê do uso das ferramentas pelos alunos. À medida que você progride nos seguintes níveis, Imersão e Implementação, os alunos tendem a assumir maior autonomia no uso de ferramentas, e os desafios cognitivos são colocados mais complexo. Os dois últimos, Expansão e Refinamento, são caracterizados pela exploração máxima de ferramentas de comunicação. Conforme mencionado, o uso de tecnologias é transparente como recurso e, ao mesmo tempo, os alunos podem criar novos produtos tecnológicos.

Esta seqüência orienta os caminhos que os professores e as escolas podem tomar no processo de inovação necessário para chegar no momento "Olhando para o futuro", que será parte de um dos futuros cenários propostos por Brunner (2003). Em quatro cenários do futuro, este autor formula as formas como as TIC podem ser inseridas no sistema educacional atravessando a variável tecnológica com a variável inovação pedagógica. A variável tecnológica estabelece dois pontos de vista diferentes em relação à entrada de tecnologias nas escolas: a visão externalista adaptativa (as escolas se adaptam às tecnologias impostas do contexto) e o internista sintonico

(As escolas procuram as tecnologias de que precisam e, a partir daí, elas estão em sintonia com o meio ambiente). A segunda variável, pedagógica, apresenta duas alternativas básicas: ensino tradicional (reprodutivo, centrado no professor) e ensino inovador, caracterizado por intercâmbio intersubjetivo e a abordagem construtivista do aprendizado.

Os quatro cenários resultantes são:

1 | Novas tecnologias para o enriquecimento do modelo tradicional (internista + tradicional), que é o mais freqüente atualmente, uma vez que as novas tecnologias são vistas como um novo recurso, complexo, caro, mas que não desafia as práticas de ensino tradicionais.

2 | Uma sala de aula interativa (internista + inovadora), caracterizada pelo papel principal de um aluno com autonomia crescente na gestão de seu processo de aprendizagem, para quem os computadores são um meio para a construção do conhecimento.

3 | Novas habilidades básicas (externalista + tradicional), cenário relacionado à incorporação de conteúdo informático no currículo para atender às demandas do mundo do trabalho.

4 | Ambientes de aprendizagem virtuais (externalistas + inovadores), de acordo com o autor, "o salto mais ousado destinado a imaginar formas de superar o abismo" entre o que a escola ensina e as necessidades incertas e imprevisíveis desta era que está em sua infância. Este "mundo imaginado" levanta a formação de uma consciência intersubjetiva mediada por redes com terminais instalados em qualquer espaço social, deixando para trás até a discussão atual sobre a instalação de computadores na sala de aula ou não: não haveria salas de aula.

Este último cenário envolve um ambiente de aprendizagem virtual que perturba os termos históricos da educação. Aqui, o computador não é mais um acessório para o processo de ensino, mas o elemento que permite a criação de uma classe virtual. O lugar do computador não é mais a classe, nem a escola, mas qualquer outro cenário, seja o lar, o cibercafé ou centros especiais desses serviços. Este é um cenário que atualmente pode ser considerado utópico. 


REFERÊNCIAS


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CITELLI. Adilson (org). Outras linguagens nas escolas. SP, Cortez, 2000.

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_______________________Gestão Comunicativa e educação: caminhos

da educomunicação. Comunicação & Educação. São Paulo. ECA/ USP- Ed.

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_______________________Mas, afinal o que é educomunicação?

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________________________Metodologias da Educação para Brasil

Comunicação e Gestão Comunicativa no Brasil e na América Latina. In:

BACCEGA. Maria Aparecida

(org).Gestão de Processos Comunicacionais. São Paulo. Atlas, 2001.