Após cem dias de governo, quase 30% das viaturas ainda estão paradas

Por Fabiana Mendes/Olhar Direto 15/04/2019 - 13:25 hs

Foto: Reprodução
Após cem dias de governo, quase 30% das viaturas ainda estão paradas
Viatura da Polícia Militar de Mato Grosso

Mesmo após uma série de medidas que foram tomadas pelo governador Mauro Mendes (DEM) para recuperar o equilíbrio fiscal em Mato Grosso, ao menos 27% das viaturas da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) ainda precisam ser repostas. Em janeiro deste ano, metade da frota teve que ser recolhida por falta de pagamento à empresa que aluga as viaturas para o Estado. Na época, a dívida seria de mais de R$ 13,5 milhões.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, explicou que a falta de veículos se dá por conta de um atraso em questões contratuais. A previsão é de que ele seja finalizado até o começo de maio. A informação foi revelada na manhã da última sexta-feira (12), durante apresentação da produtividade da Polícia Militar, no primeiro trimestre de 2019.

“Temos hoje aproximadamente 27% de viaturas para ser reposta. No caso não é nem uma reposição, é uma troca. Hoje estamos saindo de um contrato e entrando em outro. Existe esse delay de contrato, mas a ideia é que até final de abril, começo de maio, nós tenhamos uma melhora nessa situação. Tudo isso está dentro do nosso plano de contingenciamento no sentido de não trazer prejuízo”, disse.

Um dos pontos estabelecidos no decreto que versa sobre as diretrizes para “controle, reavaliação e contenção de todas as despesas públicas efetivadas no âmbito do Poder Executivo”, trata como prioridade o pagamento aos fornecedores da Segurança Pública do Estado.

O decreto foi anunciado junto ao que instituiu situação de calamidade financeira em Mato Grosso. Neste segundo documento, Mendes citou “o recolhimento, também por inadimplência, de diversas viaturas locadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública” como justificativa para o ato.

Ações para prestação de serviços públicos considerados essenciais, ou seja, segurança pública, educação, saúde, além de outras atividades de atendimento à população, são condicionados à disponibilidade orçamentária.