Associação chama diabéticos de MT para fazer cadastramento

Associação chama diabéticos de MT para fazer cadastramento

Por Keka Werneck/Gazeta Digital 12/02/2018 - 10:09 hs

Foto: Reprodução

Associação Mato-Grossense de Atenção ao Diabético (Amad), fundada em novembro do ano passado, está cadastrando pessoas em tratamento na Capital e interior para, em conjunto, começar a cobrar melhorias na qualidade de vida de cerca de 50 mil portadores da doença no Estado.

Para 10 mil, a diabetes já é uma realidade diagnosticada. No entanto, a Amad estima que há 40 mil casos ainda não notificados, ou seja, pessoas que nem sabem ser diabéticas.

"Hoje Mato Grosso não possui uma triagem e um número certo de portadores, então o cadastro é tanto para adultos, quanto crianças, homens e mulheres", convida a presidente da Amad, Andreia Kruger.

A falta de insulina na saúde pública é apenas um dos problemas com os quais diabéticos convivem. No entanto, para sobreviver, precisam repor o hormônio, que, em organismos saudáveis, é produzido pelo pâncreas.

O comerciante Danilo Matos, 41, do Centro de Cuiabá, cadastrou o filho de 7 anos, Mateus. Aos 2 anos, o menino sentia muita sede e vontade exagerada de fazer xixi. "Mas eu não sabia da doença, achava que era calor ou outra coisa qualquer. Um dia ele foi ficando molinho, passou mal, achei que fosse virose, levamos ao hospital e ficamos sabendo - ele tem diabetes tipo I", relata.

Desde então, Mateus tem que injetar na barriga, braço ou nas nádegas, doses diárias do hormônio que deveria ser produzido pelo pâncreas, mas, no caso do diabético, a "fábrica" é fraca e precisa de reposição hormonal.

O diagnóstico assusta. "Mas uma vez controlada a doença, é vida normal, é brincar, ir à escola ou ao futebol com o pai", relata Danilo.

O endocrinologista Marcello Maia, parceiro da Amad, ressalta que os 2 tipos de diabetes são graves. O tipo I atinge com mais frequencia crianças e adolescentes e o II, adultos obesos.

"O tipo 1 é de controle mais difícil por ser em crianças e adolescentes e o paciente depender totalmente da insulina. O tipo 2 agrava-se pela associação da síndrome metabólica, obesidade, pressão alta, colesterol e triglicérides, ácido úrico e gordura no fígado. Tudo isso junto aumenta o risco de infarto miocárdio e AVC", alerta.

O médico Marcello Maia avisa que "diabéticos mal tratados morrem precocemente". A Organização Mundial da Saúde (OMS) fala em 1,5 milhão de mortes por ano de causas decorrentes da diabetes.

Segundo ele, "no SUS a maioria é pessimamente tratada, toma remédios antigos ou enfrenta a falta de remédios e exames de médicos".

Com o cadastramento e o aumento dos filiados, a Associação pretende em breve fazer campanha e organizar mais parceiros, como médicos, psicólogos e dentistas, além de buscar promoções em farmácias e mercados, para o diabético ter atendimento e desconto especial, na compra de medicamentos e alimentos voltados para este público com restrições alimentares.

A associação quer trabalhar também com orientação sobre a diabetes e também prevenção. "Dando amparo aos familiares porque quando a pessoa sabe que tem uma doença como esta ou já está na margem de risco leva um choque e a família também tem que saber recepcionar isso, ajudando psicologicamente", diz a presidente.

Informações: (65) 9 9258-9321.

Saiba mais sobre a insulina

"A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e tem como função metabolizar a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia. Ela atua como uma "chave", abrindo as "fechaduras" das células do corpo, para que a glicose entre e seja usada para gerar energia. Ou seja, o hormônio ajuda a glicose a entrar nas células do corpo.

Quando há alguma disfunção na produção de insulina, pouca ou nenhuma produção de insulina, a pessoa é diagnosticada com Diabetes Mellitus. Para o controle da glicose na corrente sanguínea, muitas vezes é necessário realizar a reposição exógena da insulina com aplicações diárias do hormônio.

As insulinas podem ser classificadas em humanas e análogos de insulina humana. A insulina de origem humana (NPH e Regular) é desenvolvida em laboratório, a partir da tecnologia de DNA recombinante e os análogos são preparações de insulina que sofreram alteração na cadeia de aminoácidos para melhorias no tempo de ação. As insulinas podem vir em frascos e canetas. Os frascos são de 10 ml (para uso com seringas de insulina) e o refis, são de 3 ml (usados em canetas de aplicação de insulina), assim como podem vir em canetas de aplicação descartáveis.

A tabela abaixo descreve as características dos diferentes tipos de insulina existentes. Algumas definições rápidas para melhor compreensão são: - Início da ação: velocidade com que a insulina começa a trabalhar após a injeção - Pico: é o período de atividade ótima da Insulina - Duração: o tempo em que a insulina age no organismo.(Fonte: Becton Dickinson)"