Atacadão responde matéria sobre investigação de prática abusiva de preços

MP investiga possível cobrança nos caixas, que não condiz com os preços expostos nas gôndolas

Por Kayc Alves/Da Redação 11/06/2018 - 10:48 hs

Foto: Reprodução

A Rede Atacadão afirma ter compromisso com identificação correta dos preços de seus produtos, em nota enviada ao Semana7, no último sábado (9). O comunicado responde à matéria, publicada na última sexta-feira (8), sobre a abertura de inquérito do Ministério Público Estadual (MP/MT) contra a unidade da atacadista, em Barra do Garças.

O inquérito civil, aberto em 24 de maio pelo MP, apura práticas abusivas em preços de mercadorias e eventuais irregularidades sanitárias na unidade do Atacadão, no município. As provas que a investigação afirma colher devem dizer se o estabelecimento estaria cobrando, no caixa, preços maiores do que os mencionados nas gôndolas.

O MP também destaca que é averiguado a não aplicação de desconto para compras de mais de uma unidade do produto, quando o desconto estiver divulgado em gôndola ou folhetim de publicidade. A Rede Atacadão é conhecida nacionalmente pelos baixos preços, ao consumidor comum, na compra de produtos em atacado.

Em nota enviada ao Semana7, a rede Atacadão afirma que “aguarda notificação formal e segue em contato com o órgão competente”. “Reforça, ainda, que respeita a legislação vigente e reitera seu compromisso com os seus clientes, assim como com a correta identificação dos produtos que comercializa”, conclui a comunicado.

Nas redes sociais, alguns internautas relataram terem identificado os problemas mencionados pelo inquérito. Outros questionaram a atuação do MP nos demais supermercados de Barra do Garças, que também apresentariam problemas relacionados a fixação dos preços nas gôndolas.

Inquérito

A Promotoria de Justiça Cível requisitou à Coordenadoria de Vigilância Sanitária Municipal a realização de fiscalização no estabelecimento comercial. Alguns documentos são solicitados ao comandante Regional do Corpo de Bombeiros Militar, como o processo do Alvará de Segurança contra Incêndio e Pânico.

Ao Procon de Barra do Garças, a promotoria solicitou que acompanhasse técnicos administrativos do MP na averiguação dos preços, por amostragem mínima de 150 produtos aleatórios. O objetivo é saber quantos produtos, adquiridos no varejo e no atacado, apresentam divergência de preço entre o valor anunciado e o efetivamente cobrado no caixa.