Presidente da AL vê disputa acirrada e acredita em dois turnos

"Esse cenário é muito melhor do que ter só dois candidatos”, afirmou o deputado Eduardo Botelho

Por Camila Ribeiro/Mídia News 09/08/2018 - 17:36 hs

Foto: Alair Ribeiro/MidiaNews
Presidente da AL vê disputa acirrada e acredita em dois turnos
O presidente da AL, Eduardo Botelho, que acredita em eleição em dois turnos

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), disse acreditar que, pela primeira vez em Mato Grosso, a eleição para o Governo será definida no segundo turno.

 

Ele afirmou que a corrida ao Palácio Paiaguás será muito acirrada em razão de, pelo menos, três nomes de peso estarem na disputa.

 

“Acho que vamos ter uma eleição bem competitiva, o que é bom para o eleitor, que terá a oportunidade de avaliar todos os candidatos e suas propostas”, disse Botelho, em entrevista à Rádio Vila Real.


“Temos um senador (Wellington Fagundes) que vem desempenhando um bom trabalho, uma boa articulação e que formou um arco alianças muito grande. O governador Pedro Taques, com seus erros e acertos, e o ex-prefeito Mauro Mendes, que deixou a Capital com aprovação de 80%. Acredito que teremos dois turnos”, afirmou o presidente.

 

Segundo Botelho, formados os grupos, caberá à população decidir se o governador Pedro Taques merece uma nova oportunidade ou se é melhor abrir espaço para os demais nomes colocados na disputa.

 

“Vai ser uma eleição que dará oportunidade para escolhermos as melhores propostas. E, no segundo turno, escolher quem é a pessoa que pode fazer melhor, quem tem as melhores propostas”, disse.

 

“Nada melhor que isso. Esse cenário é muito melhor do que ter só dois candidatos”, acrescentou.

 

Fora das articulações

 

Ainda durante a entrevista, Botelho descartou rumores de que estaria insatisfeito com as tratativas feitas pelo DEM ou de que não estaria confortável em apoiar Mauro Mendes.

 

“Sou presidente da Assembleia, tenho que resolver os problemas administrativos, atender deputados, lideranças, fico muito atarefado com isso”, disse.

 

“Eu também não tenho característica de ser um grande articulador, ficar negociando. Então achei melhor ficar longe. Sou mais de rua, de estar com povo, pedir voto, de estar conversando com o povão, não sou muito de gabinete. Por isso fiquei um pouco distante. Mas estou junto na campanha e, evidentemente, vou pra rua levar o nome de todos os candidatos do DEM”, afirmou.

 

Ele disse ainda que o grupo está muito coeso, unido e focado no objetivo de eleger Mauro Mendes ao Governo, além de Jaime Campos (DEM) e Carlos Fávaro (PSD) ao Senado.