Prefeito de Primavera do Leste pede bloqueio de contas do Estado por falta de repasse

Prefeito de Primavera do Leste pede bloqueio de contas do Estado por falta de repasse

Por Danna Belle/Hiper Notícias 10/08/2018 - 14:42 hs

Foto: Reprodução
Prefeito de Primavera do Leste pede bloqueio de contas do Estado por falta de repasse
O prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB)

O prefeito de Primavera do Leste (240 quilômetros de Cuiabá), Leonardo Bortolin (MDB), pediu o bloqueio das contas do Governo do Estado devido ao débito com a saúde por falta de repasse de anos anteriores, afetando todo o atendimento no município, inclusive causando um possível fechamento da UTI. 

“Entramos na Comarca requerendo bloqueio judicial, tendo em vista que o atraso tem impactado e prejudicado os atendimentos. Nós temos, ainda, repasse de Samu, atenção básica, farmácia e UCT (banco de sangue) em aberto de meses do ano passado. O atraso está em torno de R$ 6 milhões, até de alguns anos atrás, mas o mais pesado é de 2017”, afirmou o prefeito à reportagem do HiperNotícias, na manhã de quinta-feira (9). 

Apesar da UTI de Primavera ainda estar atendendo, corre o risco de parar, assim como ocorreu com a UTI pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis, Santa Casa de Cuiabá e do Hospital Geral Universitário. Os leitos são geridos em tripartite entre Governo Federal, Governo do Estado e município, porém, o Estado diminuiu, sem justificativa, a sua parte de R$ 1.200 para R$ 700 por leito, totalizando o montante mensal em aproximadamente R$ 165 mil, valor assumido pelo Executivo Municipal para o serviço continuar. 

“Na UTI a cota parte do Governo era de R$ 1.200, retiraram R$ 500 dessa repasse. Para não fechar a UTI, o munícipio teve que assumir essa parte do Estado também”, explicou o gestor de Primavera. 

Outra unidade penalizada pelo atraso de repasse da verba é a clínica particular de hemodiálise que presta serviço para o município, devido à necessidade de se promover esse atendimento próximo aos pacientes, sem precisar realizar deslocamento para outras cidades. 

“Em janeiro deste ano nós abrimos a clínica de hemodiálise e fizemos acordo com o governador para que repassasse R$ 300 mil e MAC (média e alta complexidade) e com isso sobraria um recurso, porque me ajudaria a pagar os hospitais, para eu poder investir na hemodiálise. Só que ele pagou apenas um mês até agora, só dessa portaria são R$ 1,8 milhões em atraso. O dinheiro é enviado para uma portaria de média e alta complexidade e eu economiza e aplico na hemodiálise”, explanou Bortolin. 

O pedido judicial realizado em julho foi indeferido, mas a Prefeitura entrou com uma segunda ação nesta semana na tentativa de receber os valores em atraso. “Nós entramos faz um mês mais ou menos e houve indeferimento, nós reapresentamos novamente, é segunda ação que estamos tentando. Falamos com a juíza e pedimos uma reconsideração, entramos com embargo e estamos aguardando”, comentou o chefe do executivo municipal. 

O emedebista também criticou o posicionamento do secretário de Saúde do Estado, Luiz Soares, por não dialogar com as lideranças. “O secretário [de Saúde] do Estado é uma pessoa intocável, falta de respeito total, não atende prefeito, ninguém consegue falar com ele”, concluiu.