WF diz que, se eleito, prioridade será concluir obras inacabadas

“Temos que estar a serviço da população e resolver a ineficiência de obras inacabadas”

Por Camila Ribeiro/Mídia News 10/08/2018 - 15:30 hs

Foto: Reprodução
WF diz que, se eleito, prioridade será concluir obras inacabadas
O senador Wellington Fagundes, que criticou obras paralisadas em MT

O senador e pré-candidato ao Governo Wellington Fagundes (PR) afirmou que a quantidade de obras inacabadas no Estado representa desperdício de dinheiro público. Ele disse que, se eleito, sua prioridade será concluir obras inacabadas no Estado.

 

“Hoje existe um desperdício de recurso muito grande. Quantas obras paralisadas temos no Estado? Às vezes, o político quer fazer obras faraônicas e aí surge o tal dos elefantes brancos, o desperdício de dinheiro e acho que esse é o grande problema”, disse Fagundes, em entrevista à Rádio Mega FM.

 

O republicano citou como exemplo obras na área da Saúde que, segundo ele, mesmo com dinheiro em conta, não foram destravadas pelo governador e candidato à reeleição, Pedro Taques (PSDB).

 

“O Governo anterior deixou para essa gestão recursos para construir um Centro de Nefrologia de quatro andares. Se vocês forem lá, está lá o esqueleto e ele devolveu o dinheiro para Brasília”, afirmou o senador.

 

Ele lembrou ainda a construção do Hospital Universitário, cujo processo licitatório da obra, segundo ele, está “travado”.

Fagundes afirmou que, somente para essa obra, há mais de R$ 80 milhões disponíveis.

 

“Temos esse montante na conta e, há quatro anos, não se consegue fazer uma licitação”, disse.

 

“Minha ideia é organizar o que temos, concluir as obras inacabadas - e essa será minha prioridade - para depois buscarmos fazer outras obras. Temos que fazer a eficiência do recurso, aplicar bem o recurso, mas, acima de tudo, fazer um governo que olha com atenção para as pessoas".

 

Ainda durante a entrevista, Fagundes sugeriu que quantidade de obras não concluídas no Estado é também reflexo do modelo de gestão do atual Governo que, sem sua avaliação, é fechado para a população.

 

“Não quero ser governador enclausurado, governador que é gerente do governo, que fica o tempo todo gerenciando o próprio governo. Temos que estar a serviço da população e assim resolver problemas, gargalos e a ineficiência de tantas obras inacabadas”.

 

“Monstrengo” do VLT

 

O senador Wellington Fagundes criticou ainda a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).  

 

“Eu fui a favor do BRT, mas a decisão de governo foi no sentido de construir o VLT. Vejo que o grande erro foi fazer uma obra de impacto regional, sem ouvir os municípios afetados, as prefeituras. Não se discutiu e aí começam a surgir coisas ‘monstrengas’. Não que o VLT não fosse um modal eficiente”, disse.

 

Segundo o senador, faltou ainda uma tomada de decisão por parte da atual administração do Estado, em relação ao assunto.

 

“Hoje temos a obra abandonada, depredada e trazendo prejuízo à população. O governante tem que ter decisão. Não pode demorar. E, claro, sendo eleito, vou chamar a comunidade, as prefeituras, vereadores de Cuiabá e Várzea Grande para discutir já que essa é uma obra tão impactante”, afirmou.

 

“Eu conheço os caminhos. Trouxe para Mato Grosso o maior programa de pontes, junto com [ex-governador Dante de Oliveira] que era meu adversário e eu fui ajudar. Fui à Itália junto com [o ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso e o único projeto do Brasil aprovado foi justamente esse programa de pontes que temos aqui em Mato Grosso”, concluiu.