Leitão pede votos para Jayme e condena discurso de "novo na política"

Por LARISSA MALHEIROS / Folha Max 13/09/2018 - 15:34 hs

Foto: Reprodução

O deputado federal Nilson Leitão (PSDB), candidato a senador pela coligação “Segue em Frente Mato Grosso”, definiu o segundo voto para o Senado ao ex-governador Jayme Campos (DEM), candidato pela coligação “Pra Mudar Mato Grosso”. A declaração surge dias depois da outra candidata ao Senado pela coligação do tucano, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL), ter declarado independência na campanha eleitoral deste ano.

 

Selma Arruda alegou divergência na divisão do tempo de TV com Leitão, bem como as citações dele e do governador Pedro Taques (PSDB) nas delações premiadas de Alan Malouf e Permínio Pinto para romper com os tucanos. Leitão nega as acusações.

 

Com o rompimento, Leitão passou a pedir votos para Jayme Campos nas reuniões que tem participado. Uma delas foi registrada nesta quarta-feira (12) e divulgada nos aplicativos de celulares.  “Por isso peço a vocês para Senado 251  e para  senador Nilson Leitão”, declarou.  

 

Além do voto a Jayme, Leitão alfinetou Selma Arruda, que vem pregando o enfrentamento a “velha política”. Ele desqualificou candidatos que se apresentam como o novo e garante que para atuar no Congresso Nacional é necessário ter experiência. 

 

Para Leitão, este discurso não “prega” mais e a população está mais atenta em quem depositar voto. “O novo começa lá, vai ser vereador, vai ser deputado”, concluiu.

 

O tucano ainda citou a importância de ser eleito senador. No Congresso Nacional, cada estado tem direito a ter três senadores para o mandato de oito anos. Nesta eleição, duas vagas serão preenchidas em Mato Grosso, pois se encerram os mandatos de Blairo Maggi (PP) e de José Medeiros (Podemos). 

 

 “Na Câmara, Mato Grosso tem 8 deputados e São Paulo tem 70. No Senado, Mato Grosso tem três senadores, São Paulo tem três. Então, lá vai ser de igual pra igual, vão brigar para Mato Grosso e São Paulo juntos. Quem gritar mais alto, ter mais conhecimento, quem tiver mais café no bule vai ganhar e vai convencer. E isso é o que queremos fazer”, destaca.