POLÍTICA Terça-feira, 29 de Junho de 2021, 10:59 - A | A

29 de Junho de 2021, 10h:59 - A | A

POLÍTICA / Infraestrutura

Esse orçamento, mal e porcamente dá para manter rodovias federais, diz Jayme

Senador cobra maior orçamento do governo federal para as rodovias que ligam regiões produtoras de grãos que enfrenta dificuldades em escoar a produção.

Andhressa Barboza
RD News



A falta de investimentos em obras de infraestrutura em Mato Grosso por parte do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem incomodado parlamentares da bancada do estado no Congresso. O assunto foi discutido durante reunião dos parlamentares com o governador Mauro Mendes (DEM), nesta segunda (28).

Para o senador Jayme Campos (DEM) a cobrança é inevitável, pois a produção agrícola de MT tem forte impacto na economia do país o que, para ele, justificaria maiores investimentos, mesmo diante da pandemia.

“Temos que cobrar, é obrigação do parlamentar para honrar os votos. Fosse obra do estado, a gente cobrava Mauro Mendes, sendo governo federal, temos que cobrar diretamente o Ministério da Infraestrutura e, até que me prove o contrário, eu não conheço nenhuma obra estruturante em MT que está sendo feita”, disse Jayme ao sair do encontro no Palácio Paiaguás.

O senador cobra maior orçamento, principalmente, para as rodovias que ligam regiões produtoras de grãos onde o maior desafio é meios de escoar a produção.

“Ministro Tarcísio (infraestrutura) pode até ter boa vontade, mas o que está previsto no orçamento é zero aqui. Este ano de 2021, mal e porcamente o que está previsto no orçamento dá para fazer as manutenções das rodovias federais em todo o território nacional. Algumas rodovias foram esquecidas, o caso de BR-158. Todo ano a gente conhece atoleiros nas rodovias, a BR-174 a mesma coisa e não tem nada previsto”, explicou.

Os deputados, senadores e o governador ainda conversaram sobre a possibilidade de voltar para as mãos do Estado a rodovia BR-174. Neste ano, os atoleiros na rodovia ganharam as manchetes de jornais nacionais com quilômetros de caminhos em congestionamento. No início na gestão, Mauro chegou a declarar o que a Sinfra não poderia assumir a obra. Contudo, uma alternativa é o estado assumir durante as obras de pavimentação, com ajuda de emendas parlamentares, desde que o Dnit tenha garantir de dar manutenção na pista após a conclusão das obras.



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