CIDADES Quarta-feira, 19 de Julho de 2023, 07:55 - A | A

19 de Julho de 2023, 07h:55 - A | A

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39 cidades acendem alerta para qualidade do ar e focos de calor

Dados são do boletim do Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluição Atmosférica (Vigiar)

Dantielle Venturini
Gazeta Digital



Quase 30% dos municípios mato-grossenses estão em alerta para a qualidade do ar e apresentam alta incidência de ocorrências de focos de calor. Essas cidades estão classificadas em uma categoria de alto e crítico risco para as queimadas que ameaçam a qualidade do ar e são a principal fonte de emissão de poluentes atmosféricos no Estado. 

Dados são do boletim do Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluição Atmosférica (Vigiar), emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), que aponta que das 39 cidades que estão com maior risco para esse cenário, 26 são os municípios com maiores registros de focos de calor no 1º semestre deste ano. Entre eles estão Nova Maringá, Feliz Natal, Querência, Tangará da Serra. 

Os 26 avaliados em nível crítico, juntos somam 4.268 focos de calor (70,11%) dos 6.088 registros neste período de 2023 em todo o Estado. Com a qualidade do ar ameaçada, pessoas dos grupos sensíveis, como crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, podem ter a saúde agravada e sintomas como tosse seca e cansaço. 

Professor Ageo Mário Cândido, epidemiologista do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que os efeitos dos poluentes, que comprometem a qualidade do ar, afetam diretamente a saúde da população, colocando em risco a qualidade de vida. 

No caso de Mato Grosso, os principais poluentes são partículas inaláveis como fuligens e cinzas, que são geradas pelas queimadas. Elas, segundo o professor, possuem pequenas partículas, não vistas a olho nu, que podem ser transportadas a longas distâncias, além de conseguirem adentrar o sistema respiratório. 

“Essas partículas, quando adentram os pulmões, podem gerar alguns compostos de inflamação. Elas podem ganhar a circulação, ganhando ações em outros lugares do organismo, ou agem localmente produzindo as doenças respiratórias que são várias, como bronquites, asmas e outras”. 

Para o professor é necessário um controle maior do Estado, em especial nesse período de seca, em que os impactos na saúde são maiores e se estendem não apenas aos municípios em que as queimadas ocorrem. “Essas partículas vão muito longe”. 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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AgerBarra 728


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