AGRONEGÓCIO Segunda-feira, 19 de Junho de 2023, 08:00 - A | A

19 de Junho de 2023, 08h:00 - A | A

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Mato Grosso: entra em vigor o vazio sanitário da soja

A medida, que se estende até o dia 15 de setembro, tem como objetivo prevenir e controlar a propagação de doenças e pragas nas lavouras nacionais

Sophia Stein
Brasil 61



Já está em vigor o primeiro período do Vazio Sanitário da Soja em Mato Grosso, época em que é vedado cultivar, implantar ou permitir a presença de plantas vivas de soja em qualquer estágio de crescimento. O período do vazio Sanitário 2023 vai de 15 de junho a 15 de setembro. A medida é adotada para prevenir e controlar a propagação de doenças e pragas nas lavouras nacionais.

Rafael Moreira, pesquisador da Embrapa Soja, expõe a importância do período de vazio sanitário para o combate ao fungo que causa a ferrugem asiática.

“A ferrugem é causada por um fungo que precisa da planta viva de soja para sobreviver. Então se você não tem a planta no ambiente, na lavoura, no campo os esporos do fungo da ferrugem sobrevivem no máximo por cinquenta dias. Então se ele não encontrar as plantas, ele vai cair e vai morrer. E com isso vai diminuir a população do fungo”, explica.

O fungo Phakopsora pachyrhizi é o causador da ferrugem asiática, uma doença que pode ocasionar até 75% de perda da safra e que possui alta capacidade de reprodução e disseminação.

De acordo com a portaria nº 781/2023 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a proibição vai de 15 de junho a 15 de setembro. Os períodos de vazio sanitário são estabelecidos anualmente pelo Mapa e devem ser seguidos pelos estados produtores, de todo o país. 

Principais municípios produtores de soja em Mato Grosso:

Sorriso

Sapezal

Nova Mutum

Campo Novo do Parecis

Diamantino

Nova Ubiratã

Lucas do Rio Verde

Querência

Primavera do Leste

Itiquira

Ipiranga do Norte

Campo Verde

Campos de Júlio

Ministério da Agricultura e pecuária

Tabela vazio sanitário



No período do vazio sanitário o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) realiza fiscalizações nas propriedades, e caso seja necessário, o instituto coleta amostras para serem analisadas pelo Laboratório de Sanidade Vegetal. O produtor que descumprir a medida fitossanitária fica sujeito à multa e a realização de destruição das plantas vivas de soja.

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