JUSTIÇA Quinta-feira, 23 de Novembro de 2023, 16:32 - A | A

23 de Novembro de 2023, 16h:32 - A | A

JUSTIÇA / Enconomia

Poder Judiciário investe na instalação de energia solar em fóruns da Capital e do interior

Desde o ano passado, a sede do Tribunal de Justiça já conta com uma estrutura composta por 530 placas solares no teto do edifício-garagem.

Da Assessoria-TJ/Celly Silva e Eli Cristina



O Poder Judiciário de Mato Grosso está substituindo gradualmente sua fonte de energia convencional para solar, nos fóruns de Cuiabá e Várzea Grande. Na capital, o projeto está em fase de instalação dos módulos de energia solar e da estrutura de carport. Ao final, as 1.605 placas possuirão potência de 897,05 quilowatt pico (kwp). Em Várzea Grande, a obra já está na fase final de interligação à rede e possuirá uma potência instalada de 795,3 kwp com as 1.348 placas. 

“No Fórum de Cuiabá, a estimativa é de economizar cerca de 30% da energia, em torno de R$ 59 mil. E no Fórum de Várzea Grande, cerca de R$ 47 mil, que dá aproximadamente 50% de economia na fatura de energia. E todo esse dinheiro economizado mensalmente poderá ser revertido em investimento de infraestrutura para o Poder Judiciário”, afirma o engenheiro civil e chefe da Divisão de Projetos da Coordenadoria de Infraestrutura do TJMT, William Dantas.

Desde o ano passado, a sede do Tribunal de Justiça já conta com uma estrutura composta por 530 placas solares no teto do edifício-garagem. O sistema possui potência de 312,7 kwp (quilowatt pico), proporcionando autonomia de aproximadamente 39.400 quilowatts/hora por mês. Somente no primeiro semestre de 2023, foi registrada economia de R$ 128 mil no consumo de energia.

Além da instalação de energia fotovoltaica, o Judiciário ainda investe na utilização de lâmpadas de LED e na conscientização permanente de magistrados e servidores quanto ao uso racional de energia por meio, por exemplo, do programa ECOnomia Legal.

De acordo com Viviane Brito Rebello, juíza coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, essas ações refletem os valores da atual gestão do Poder Judiciário mato-grossense. “A sustentabilidade é um dos nossos valores do planejamento estratégico e a atual gestão tem um olhar especial em relação a isso, tanto que nós já estruturamos desde o início o Núcleo de Sustentabilidade para que ele possa atuar junto a todas as áreas, visando esse novo modo de fazer as coisas, sempre com foco na sustentabilidade, em pensar desde uma simples compra até o descarte do que é comprado, de que maneira isso pode ser feito seguindo critérios de sustentabilidade. E a instalação dessas usinas fotovoltaicas faz parte de todo esse olhar sustentável para que nós consigamos trazer para o Poder Judiciário um agir e um atuar sempre com essa visão da sustentabilidade, do planeta, do ser humano”.

Assessoria/Carlos Augusto

Fóruns, energia solar

 

Comarcas do interior – De acordo com o engenheiro eletricista da Coordenadoria de Infraestrutura do TJMT, Floravante Neto, outras 19 comarcas também serão contempladas com energia solar. São elas: Aripuanã, Colniza Tapurah, Paranaíta, Cotriguaçu, Vera, Nova Monte Verde, Tabaporã, Nova Canaã do Norte, Nova Ubiratã, Matupá, Campinápolis, Novo São Joaquim, Terra Nova do Norte, Brasnorte, Ribeirão Cascalheira, Porto Esperidão, Sapezal e Querência. “Atualmente o Departamento de Obras está em fase final de projetos, planilhas e quantificações das 19 usinas solares que serão instaladas”, afirma o engenheiro.

No interior, os fóruns das comarcas de Nova Xavantina e Primavera do Leste, já contam com, respectivamente, 244 e 288 painéis solares.

A assessora do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça, Elaine Alonso, destaca que apesar do alto custo das obras realizadas em Cuiabá e Várzea Grande, o investimento deve ser recuperado em seis anos, no máximo, sendo que as usinas têm durabilidade de 25 a 30 anos.

“A gente sabe que é uma implantação de alto custo, mas que, no longo prazo, traz uma economia considerável. O Tribunal tem implantado não só em Cuiabá, mas também nas comarcas do interior para que a gente atinja o máximo possível da nossa autonomia de energia”, afirma.

A servidora pontua ainda que, além do aspecto financeiro, o Poder Judiciário leva em conta também o impacto ambiental. “O Brasil tem como maior fonte de energia as usinas hidrelétricas, que precisam de barragens em rios, que têm que fazer supressão da vegetação. Então, quando a gente fala de energia limpa igual às placas fotovoltaicas, que a gente consegue reaproveitar o espaço de um telhado, não precisa fazer esse impacto na natureza, a gente tem ganhos também no aspecto ambiental. Isso pra gente é bem importante! A gente contabiliza o lado financeiro, mas também pensa muito no impacto ambiental. Fora que a gente não utiliza fontes de carbonos fósseis. Por exemplo, a gente está diminuindo a emissão de gases do efeito estufa quando usa uma energia limpa. Isso ajuda no aspecto das mudanças climáticas, de tudo o que a gente vem sofrendo hoje em dia no planeta”, avalia.

ParaTodosVerem - Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem aérea das placas solares instaladas nos fundos do fórum de Cuiabá. Foto 2: Imagem aérea que mostra todo o prédio do Fórum de Várzea Grande, com o teto coberto por placas fotovoltaicas.

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