POLÍCIA Terça-feira, 10 de Outubro de 2023, 07:36 - A | A

10 de Outubro de 2023, 07h:36 - A | A

POLÍCIA / ATAQUE

Reféns foram obrigados a “trabalhar” para criminosos no cofre da Brinks em Confresa; veja vídeo

Bandidos fizeram os homens de refém, mandaram as vítimas tirar as camisetas e os levaram até a sede da transportadora de valores

João Aguiar
Repórter MT



Os bandidos que aterrorizaram a cidade de Confresa (1.160 km de Cuiabá), no dia 09 de abril deste ano, pegaram moradores da cidade, principalmente homens, os fizeram reféns e obrigaram a “trabalhar” no cofre da transportadora de valores Brinks, durante tentativa de assalto.

Em vídeos divulgados pela Polícia Civil nesta segunda-feira (09), é possível ver o momento em que os criminosos fazem um bloqueio em uma estrada de Confresa e abordam várias pessoas que passavam. Eles fazem os homens reféns, mandam as vítimas tirar as camisetas e levam até a sede da transportadora.

Lá, os reféns são obrigados a “trabalhar” para os criminosos, carregando cilindros, bombas e outros. Veja vídeo ao fim da matéria.

O bando, no entanto, não consegue entrar no cofre da empresa por conta de uma nuvem de enxofre que se formou após a explosão, como parte do sistema de segurança, e foge sem levar nenhum valor.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos agiram na modalidade "domínio de cidades", com extrema violência, que é quando a ação é mais organizada e cada criminoso tem o seu papel definido, sabendo exatamente o que fazer, com posições delimitadas, além das armas de grosso calibre e terror por toda a cidade atacada.

A invasão começou por volta das 17h do dia 09 de abril, Domingo de Páscoa. O bando chega em seis veículos, a maioria blindada, e “tocam o terror” na cidade. Primeiro eles vão até a base da Polícia Militar, onde ateiam fogo em um carro e atiram contra a base.

Em seguida, saem pela cidade, encontram uma viatura dos bombeiros e, novamente, atiram contra o veículo. Eles abordam vários moradores que andam pela cidade e atiram para o alto. Na sequência, vão até a sede da Brinks, onde acontece a invasão.

Policiais de seis estados se uniram na caçada aos bandidos numa megaoperação policial que partiu do norte de Mato Grosso até o estado de Tocantins. A caçada durou 40 dias e 18 bandidos foram mortos.

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