GERAL & ECONOMIA Sexta-feira, 02 de Junho de 2023, 13:34 - A | A

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GERAL & ECONOMIA / polícia investiga

Vídeo: Grávida de oito meses morre em Aragarças; bebê também não resistiu

Família de Saiury Pereira Sasa, de 19 anos, aponta negligência no Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV)

da Redação



A Polícia Civil de Aragarças (GO) vai investigar a morte de Saiury Pereira Sasa, de 19 anos, que estava grávida de oito meses [32 semanas]. A jovem deu entrada no Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV) na manhã dessa quinta-feira (1º) e chegou a ser transferida para o Hospital e Pronto Socorro de Barra do Garças (MT), mas ela e a criança não resistiram.

O delegado Fábio Marques informou ao Semana7 que o sogro da jovem procurou a Delegacia de Polícia do município e fez o registro da ocorrência. Segundo ele, a equipe coletou informações do caso e instaurou inquérito para apurar os fatos.

Segundo o esposo de Saiury, Marcos Denyver, a jovem deu entrada na unidade na manhã de ontem (1º) reclamando de fortes dores abdominais, onde teria sido medicada diversas vezes e submetida a exames ao longo do dia. No final da tarde, após o diagnóstico de Síndrome de Hellp, uma complicação grave de pressão arterial elevada em gestantes, ela foi encaminhada para Barra do Garças, onde a morte dela e do bebê foram constatadas posteriormente.

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (2), no Hospital Municipal de Aragarças, o médico obstetra Wladimir Antônio Farias disse que a equipe obedeceu a protocolos e critérios durante o atendimento da paciente, que não tinha histórico de problemas de saúde durante a gestação. De acordo com ele, a primeira avaliação ocorreu por volta das 8h e Saiury apresentava quadro de epigastralgia e transtorno de ansiedade, além de dados vitais normais.

“A paciente foi medicada, avaliada, não estava em trabalho de parto e foi mantida sob observação. Porém, ela apresentou pouca melhora até o final da manhã. [...] é importante salientar que todos os dados vitais da Saiury se apresentavam dentro da normalidade, inclusive durante o pré-natal”, explicou o médico.

Ainda segundo o profissional, o primeiro sinal de alteração na pressão arterial da paciente ocorreu no início da tarde, quando a equipe suspeitou do quadro de pré-eclâmpsia. Saiury foi submetida a novos exames e no final da tarde, por volta das 17h, os resultados apontaram a Síndrome de Hellp, que necessita de abordagem em unidades que tenham Unidade de Terapia Intensiva (UTI) próprias para a paciente e o bebê, além de banco de sangue, estruturas que o HMGV não possui.

Enquanto aguardava transferência para um hospital especializado em Goiânia, a situação da jovem se agravou e ela precisou ser encaminhada para uma semi intensiva no Pronto Socorro de Barra do Garças para ser operada, mas, segundo Wladimir, ela teve uma parada ao chegar na unidade e foi para centro cirúrgico para uma cesariana de emergência a fim de retirar a criança, mas o quadro não foi revertido.

Danilo Dener, diretor do HMGV e enfermeiro obstetra, afirmou que não houve negligência do hospital e ressaltou que a equipe seguiu os critérios e condutas referentes ao caso.

Já a secretária municipal de Saúde, Mayara Neves, informou que acionou o Comitê de Investigação de Óbito para apurar se havia alguma situação que poderia levar a um resultado diferente e que, independente de investigação policial, haverá condutas internas sobre o caso de Saiury.

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